Rituais que ancoram nossas crianças em si

O dia a dia de crianças em creches e escolas tem sido recheado de atividades e estratégias de motivação e entretenimento. O tempo de silencio, de fazer nada, de ouvir, de experimentar o vazio, de suspensão de demandas e expectativas está bastante reduzido. Brincar sem rumo e direção está impedido até mesmo no horário de intervalo, de recreio, que é muitas vezes coordenado e monitorado de acordo com os objetivos e metas educacionais. Cada dia temos mais crianças inquietas e professores ansiosos, ambos com dificuldades para encontrar sentido para a experiência de estarem juntos no processo interminável de aprendizagem e crescimento. A criança que desliza por horas a fio de atividade em atividade e, o professor que planeja e oferece, incansavelmente, atividades de toda ordem, se tornam cada vez mais hiperativos. O resultado é que temos, no final do dia, uma despedida melancólica entre uma criança tensa e um professor exausto, ambos em dúvida se gostariam de se encontrar no dia seguinte. Pois amanhã acontece tudo de novo: NÃO SE REPETE A MESMICE, SE REPETE A NOVIDADE

 

Um encontro entre Daniel Munduruku e Christoph Türcke daria uma boa conversa

A visão de educação dos povos indígenas, apresentada por Daniel Munduruku, no texto  “A milenar arte de educar dos povos indígenas”, destaca a importância de uma criança viver plenamente o presente “para que quando estiver vivendo outra fase da vida, não se sinta vazia de infância”.  Respeitando as necessidades do corpo, da mente e do espírito, até hoje práticas milenares são reproduzidas, para que se possa encontrar sentido para as experiências de vida e para o processo sem fim da existência.

A memória ancestral é preservada através das histórias contadas pelos velhos das aldeias e dos rituais – cantos e danças, que fazem lembrar o passado para ressignificar o presente.

O título do texto de Daniel Munduruku já nos faz pensar.  Primeiro, a concepção de criança, de educação, de sentido da existência é “milenar” e não muda a cada 100, 200, 300 anos. Segundo, educar está associado a uma “arte” e não a aplicação de um “método ou um conjunto de técnicas” que se rivalizam no interior de diferentes concepções teóricas sobre o aprender e o ensinar.

Só por isso fica claro que as experiências de educação das crianças indígenas são incomparáveis e intransferíveis a nossa sociedade.

Experiências e práticas educacionais da sociedade indígena não podem ser meramente reproduzidas na nossa sociedade de não índios, mas podem servir de inspiração para refletirmos sobre uma série de acontecimentos decorrentes da falta de sentido e do vazio da existência em nossa sociedade, assim como de nossas práticas educacionais.

Um acontecimento que salta aos olhos, mobiliza pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento e leva educadores à exaustão, na busca de resultados positivos no processo educacional, é o aumento significativo de crianças hiperativas, ansiosas, depressivas e/ou com dificuldades de convívio social. Muitas delas são diagnosticadas com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), de acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM 5).

À criança indígena são oferecidas condições e práticas que promovem um “saber imemorial capaz de dar sentido ao estar no mundo” em diferentes momentos de sua vida. “São oferecidas atividades educativas para que aprenda enquanto brinca e brinque enquanto aprende num processo contínuo que irá fazê-la perceber que tudo faz parte de uma grande teia que se une ao infinito”, e ela vai tecendo as tramas do vir a ser no mundo.

Às nossas crianças, desde que nascem, são oferecidos saberes multifacetados e conflitantes que as impedem de saber de si e muito menos do mundo a sua volta. A educação de nossas crianças também defende a ideia de que se aprende brincando, mas o projeto de vida que recai sobre elas, visando altas performances de desempenho e sucesso, retira-lhes o tempo e as possibilidades de elaboração de si mesmas e do sentido de vida.

A experiência do brincar que requer abertura para o silêncio, para o vazio, para o tédio e para a criação é pervertida pelo anseio de pais e educadores de cumprirem com o planejamento que, ao visar o sucesso, tem suas metas estabelecidas num horizonte sempre muito próximo. As brincadeiras são programadas e ajeitadas segundo padrões de entretenimento e/ ou para cumprir com programas diários ou semanais de atividades pedagógicas.

A necessidade de imersão em algo, de persistir em algo, de se tomar parte de algo, de construir algo é ostensivamente sacrificada pelo ativismo dos educadores ansiosos e hiperativos.

Se formos avançando no paralelo entre a sociedade indígena e a nossa, certamente que o abismo ficará cada vez mais profundo e intransponível. Mas estou tomando a visão de educação indígena apenas como exercício de reflexão sobre nossas crianças hiperativas que jamais vivem o tempo presente, pois transitam sempre entre o passado e o futuro. Essa reflexão me levou a pensar na proposta dos “Estudos Rituais”, de Christoph Türcke”, apresentada nas páginas finais de seu livro HIPERATIVOS! Abaixo a cultura do déficit de atenção, que deve ser lido na integra por pais e educadores. É um livro de difícil leitura, mas quem passar das primeiras 40 páginas vai se surpreender com a análise do autor sobre o déficit de atenção enquanto transtorno cultural e será difícil discordar da proposta dos “Estudos Rituais”.

Depois de se deixar afetar pelo pensamento de Türcke não será mais possível deixar de levar a sério a importância de analisar e identificar com clareza, o que realmente queremos dizer sobre as nossas crianças hiperativas.

Transtorno neuropsicopatológico – TDAH? Transtorno cultural?

Apesar de  se tratar de visão de educação em diferentes culturas, a descrição do indígena Munduruku, se identifica com a proposta do filósofo Türcke no âmbito das funções e efeitos dos rituais e da repetição no processo de hominização.

Assim como as histórias contadas pelos velhos das tribos indígenas são reforçadas pelos rituais onde as narrativas, as danças e os cantos se repetem, se repetem, se repetem por milhares de anos, Türcke propõe que lancemos mão do que temos de mais perene, em nossa sociedade, para inserir no multifacetado ambiente escolar, conhecimento e experiências que se repetem, se repetem e se repetem.

Difícil resumir aqui, a análise do filósofo alemão sobre a constelação de fatores que participam da alta incidência de crianças hiperativas e com déficit de atenção em nossa sociedade atual, assim como da complexidade e contradições em torno de seu entendimento.

Posso adiantar que o autor reconhece que muitas delas podem ser “portadoras de doenças apresentando danos cerebrais, transtornos psicó­ticos manifestos ou experiências traumáticas comprováveis que estão diretamente associadas ao déficit de atenção”. A intranquilidade infantil e os déficits de atenção podem também ser favorecidos por outros fatores como: “mudanças de casa, transferência de escola ou de classe, sono acentuadamente insuficiente, alimentação pouco saudável, vida sedentária, transformações hormonais na puberdade ou a mãe ter fumado durante a gravidez”.

Mas o aspecto de maior impacto é a concepção do autor de que mesmo considerando as questões psicopatológicas e ambientais, os nossos hiperativos são aqueles que expressam os déficits de uma sociedade onde a imagem foi privilegiada em detrimento da palavra.

Segundo o autor a “ “fornalha de TDAH” se estabelece no ponto nevrálgico, histórico, onde duas culturas de repetição contrárias acabam se encontrando e no conflito que se instala, o distúrbio cerebral se caracteriza como um distúrbio cultural. E assim o distúrbio – que de fato está no cérebro e, na verdade, é apenas cultural – vaga como um fantasma”. (…) “ No exato sentido psicanalítico, ele é estranho (Unheimlich) mas, justamente esse estranhamento, vale dizer, desproporção de efeitos manifestos e ausência de causas individuais detectáveis, é parte integrante do “fogão do TDAH””.

Concebendo o TDAH como uma constelação (fenômeno multifatorial) que como tal não pode ser entendida pela enumeração nem a somatória de seus elementos, Christoph Türcke relaciona esse fenômeno a algo extremamente genérico: toda uma cultura do déficit da atenção.

Volta seu olhar e sua análise para uma sintomatologia cujo símbolo é a fixação produzida pelas máquinas de imagem. Analisando os efeitos dos choques produzidos pela imaginação técnica e do processo de identificação/repetição decorrente dos mesmos, transtorno de ordem psicopatológica pode ser deslocado para a ordem de um transtorno cultural.

“O choque da imagem se tornou o foco de um regime global de atenção, que insensibiliza a atenção humana por meio da sobrecarga ininterrupta”

Os hiperativos de nosso tempo são aqueles que são reféns da estimulação e interrupção ininterrupta dos circuitos da atenção que impedem a reconfiguração como repetição, reforço, fixação e aprofundamento.

Se por um lado, desenvolvem, desde o nascimento, altas habilidades nas atividades que requerem atenção dividida e facilidade com as informações via imagem, apresentam muitas dificuldades quando se trata de elaborar, sistematizar e organizar informações e conteúdo que requerem capacidade de abstração e simbolização.

São crianças que respondem simultaneamente a múltiplas tarefas, deslizam entre um conteúdo ou experiência a outro, mas entram em agitação e desconforto quando lhe são exigidas as capacidades de repetição, reforço, fixação e aprofundamento.

Daí o alto desempenho frente ao computador e mídias sociais e total incompetência para a empatia, convívio social, criatividade e enfim, elaboração cognitiva e afetiva. A mesma plasticidade cognitiva que permite “viajar” na multiplicidade espaço/tempo, compromete a capacidade de fixação, elaboração e reflexão.

“Estudos Rituais” não se caracteriza como mais uma disciplina escolar, mas sim como uma modalidade de experiências educacionais onde a repetição pode vir a ser reapresentada nessa sociedade fluida e líquida, servindo de ancoragem para experiências fundamentais para a aprendizagem, principalmente de ler, escrever e pensar.

As práticas de repetição originárias foram os rituais de sacrifício, raiz comum dos rituais sagrados e da formação de costumes, parte integral do processo de hominização. Para amenizar o horror e o pavor das forças da natureza ou para apaziguar os poderes superiores de ordem divina, sujeitos da própria tribo e ani­mais “preciosos” foram repetidamente sacrificados. Quanto mais insuportável, inconcebível e extraordinárias as circunstâncias, mais sangrentas e desesperadas são as práticas de sacrifício.

“No início os rituais de sacrifício podem ter sido apenas uma manifestação coletiva de experiências traumáticas vividas conjuntamente, mas com a dessacralização dos sacrifícios e reincidente substituição e profanação dos rituais sagrados, restos simbólicos foram se sedimentando e deram origem ao espaço mental/imaginação, a linguagem, a cultura e ao culto, onde o sacrifício é simbolizado”.

A história humana da repetição mantém, desde sempre e por muito tempo, um padrão determinado onde repetição produz efeitos de abrandamento e tranquilização, frente aos impactos traumáticos, quer sejam da ordem da natureza, divina e/ou tecnológica.

“Todos os rituais, costumes, gramáticas, leis, instituições são sedimentos da compulsão à repetição – tanto sedimento de seu efeito quanto de sua diminuição progressiva. Ela é atenuada neles; neles ela se acalma”.

A hiperatividade de crianças, jovens e adultos de nosso tempo, não é resultado apenas da intranquilidade produzida pelo impacto dos tsunamis, resultado da movimentação das placas tectônicas, nem da ira dos deuses insatisfeitos com a falta de sucesso e baixo desempenho, mas principalmente do impacto e efeitos dos avanços da tecnologia, principalmente da emergência das máquinas de imagem. Se por um lado o advento da câmera fotográfica, do cinema, da internet assumiu os processos de percepção, produzindo espanto e fascínio com grande salto para a capacidade de imaginação e narrativa, em contrapartida, produzem experiências traumáticas na medida em que não estamos ainda equipados para “navegar na Web”.

O autor propõe que sejam introduzidas no dia a dia das escolas experiências que contenham o princípio básico dos rituais (a repetição), de modo que sobre fundamentos tranquilos e progressivos, a criança caminhe em direção a relações cada vez mais complexas e abstratas do pensamento e do relacionamento social.

Aprender a reter e ter tempo livre para isso é a base de toda formação

Os “Estudos Rituais” podem envolver práticas escolares diárias quando se trata de assimilar regras e limites e adquirir valores e conhecimento através de textos considerados clássicos: estórias clássicas infantis, cantos e contos folclóricos e textos bíblicos.

Um campo vasto do conhecimento se dá de forma espontânea e criativa, mas outra grande parte pode se dar pela memorização, repetição e fixação. Devemos disponibilizar para as crianças o vasto repertório de versos, rimas, provérbios e poemas, que são decorados, mas com ponderação e entendi­mento. A cópia de textos e fórmulas, que em outros tempos foi característica das escolas autoritárias, de repente pode se tornar, diante da agitação geral da tela, uma medida de concentração motora, afetiva e men­tal. “Pensar criticamente em vez de aprender de cor” às vezes retira das crianças a oportunidade de criar estruturas robustas de repetição, também necessárias para sua inserção no mundo da leitura e da escrita.

Türcke destaca que ler e escrever requer uma aprendizagem sob estruturas de repetição amplamente estáveis. Ler várias vezes o mesmo texto (individualmente ou em grupo), registrar caprichosamente no caderno o essencial de um conteúdo apresentado, livre dos imperativos das planilhas e apostilas pré-concebidas, pode ser uma prática exaustiva, mas certamente tranquilizadora. Compartilhar a mesma Letra e o mesmo Fonema não se dá de forma espontânea, e muito menos acatar as leis da gramática. Tudo isso requer repetição, repetição, repetição.

O autor sugere também o uso e abuso, no mundo escolar, das encenações e dramatizações que representam um excelente exercício para desenvolver a capacidade de saber de si e do outro. “Aprender a apresentar algo significa também aprender a apresentar-se”.

Para os jovens recomenda que o dia a dia das escolas pode ser recheado de colóquios e experiências de compartilhamento de ideias. A prática dos alunos ouvirem seus professores é sempre comum nas escolas, mas a experiência de poder falar para seus pares e estabelecer com eles experiências de compartilhamento e conflitos de ideias é também importante para o desenvolvimento da capacidade de lidar com a crítica e a censura. Enfim, o autor sugere que após os anos iniciais (Educação Infantil e Ensino Fundamental) de muitas práticas de repetição e fixação de competência e valores é possível introduzir (Ensino médio) as Ciências Sociais e com ela toda a reflexão sobre valores, ética, religiosidade: “Aprender a Professar”!

Tornar crianças e jovens capazes de imergir em alguma coisa, de modo a se esquecer de si mesmas, mas justamente tendo nisso um vislumbre do que seria preencher o tempo, é talvez a mais urgente tarefa educacional de nossa época.

Para tanto precisamos de pais e educadores que além de promoverem a novidade e o divertimento, estejam preparados para serem os transmissores do que permanece no espaço e no tempo. Precisam encontrar em si mesmos a capacidade de ter calma e paciência, de não caírem na tentação de adaptarem suas aulas e finais de semana aos padrões de entretenimento da televisão, de reduzirem o uso do computador ao mínimo necessário, de não trocar de método de ensino a cada novidade no mercado de ofertas de teorias e técnicas de aprendizagem; enfim abandonarem as expectativas de sucesso e alto desempenho para exercerem a maravilhosa “arte” de formar e educar. O computador é fascinante, o entretenimento é prazeroso mas estimulam um estado de inquietude perpétuo. Precisamos descobrir o prazer da abstinência.

Reitero que a leitura do livro de Christoph Türcke é fundamental para um melhor entendimento sobre os efeitos dos “Estudos Rituais” na prevenção e reabilitação de crianças hiperativas, assim como um alerta precioso quanto ao risco de diagnosticarmos apressadamente toda e qualquer criança hiperativa, como portadora de déficits neuropsicológicos.

“O TDAH não é só uma doença em um ambiente saudável. Ao contrário: apenas onde já existe uma cultura do déficit de atenção é que existe TDAH. Bilhões de pequenos choques audiovisuais estimulam a aten­ção humana o tempo todo – e por isso a desgastam. Essa é a lei do déficit de atenção, cuja dinâmica permeia toda a nossa cultura. Ainda é possível se defender de seus efeitos, evitá-los, mas em breve isso não será mais possí­vel”.

Na linguagem comum chamamos de bom senso a capacidade de interpretar com rigor e parcimônia as estranhezas e discrepâncias a nossa volta e, na linguagem dos especialistas da saúde, chamamos de diagnóstico diferencial, o processo de analisar um sintoma, levando-se em conta diferentes hipóteses de interpretação.

Pela alta incidência e dificuldades de prevenção e tratamento, o diagnóstico de TDAH, assim como de outras patologias, como a depressão por exemplo, foram banalizadas em nossa sociedade e por isso requerem muita calma e parcimônia, tanto de pais e educadores, como dos especialistas da saúde para que não se perca o sentido das palavras que o define.

Hoje, pais e educadores têm amplo acesso às informações sobre as causas das dificuldades de seus filhos e alunos e, os especialistas dispõem de ampla literatura sobre os avanços da neurociência. É responsabilidade de todos avaliar as crianças hiperativas (uma a uma), com calma e rigor, e oferecer a cada uma delas os recursos terapêuticos e educacionais adequados ao seu desenvolvimento.

Nem sempre uma criança hiperativa precisa ser medicada com Ritalina, mas muitas delas precisam desenvolver a capacidade, uma vez comprometida, de integração, fixação e elaboração de estímulos cognitivos de acordo com um pensamento orientado que minimize a fragmentação da vida escolar.

Como diferenciá-las? Como saber do que cada uma mais precisa? Como tranquilizar os pais e educadores e manter cada um concentrado em sua função?

Eliana Louvison, psicóloga do CPD

Livro

HIPERATIVOS! Abaixo a cultura do déficit de atenção. Cristoph Türcke, tradução de José Pedro Antunes, 1ª edição pela Paz & Terra, Rio de Janeiro/São Paulo, 2016, 142 páginas

Autor

Christoph Türcke (1948) filósofo alemão, é um estudioso de Nietzsche e considerado um renovador da teoria crítica, abordando materialismo e teologia, meios de comunica­ção e formas de percepção, história e psicanálise. Teve suas publicações divulgadas no Brasil principalmente após o período em foi professor visitante da Universidade Federal Porto Alegre e da Pontifícia Universidade Católica Porto Alegre, de 1991 a 1993. É autor de vários livros entre eles: “O louco”- Nietzsche e a mania da razão (1993); “Nietzsche, uma provocação” (1994), reunindo especialistas renomados, como Scarlett Marton e HansMartin Gauger; Filosofia do Sonho (2010);“Sociedade excitada”(2010), referência para o entendimento da sociedade moderna e contemporânea, em especial para os graves efeitos dos meios audiovisuais. Pelo conjunto da obra, ganhou o prêmio Sigmund Freud de Cultura, promovido pela Deutsche Psychoanalytische Vereinigung (DPV) e pela Deutsche Psychoanalytische Gesellschaft (DPG), em 2009.

 

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