“A milenar arte de educar dos povos indígenas”

A visão indígena de educação é sustentada pela ideia de que cada ser humano precisa viver intensamente seu momento. A criança indígena é, então, provocada para ser radicalmente criança. Não se pergunta nunca a ela o que pretende ser quando crescer. Ela sabe que nada será se não viver plenamente seu ser infantil. Nada será por que já é. Não precisará esperar crescer para ser alguém. Para ela é apresentado o desafio de viver plenamente seu ser infantil para que depois, quando estiver vivendo outra fase da vida, não se sinta vazia de infância. A ela são oferecidas atividades educativas para que aprenda enquanto brinca e brinque enquanto aprende num processo contínuo que irá fazê-la perceber que tudo faz parte de uma grande teia que se une ao infinito.  LEIA AQUI

Para quem não conhece

Daniel Munduruku é graduado em Filosofia, História e Psicologia. Tem mestrado em Antropologia Social e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo, pós-doutorado em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). É diretor presidente do Instituto UKA – Casa dos Saberes Ancestrais.  Autor de 52 livros para crianças, jovens e educadores.

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